segunda-feira, 2 de março de 2009

Nada de Perguntas - Parte IV

(continuação)
Nada de perguntas…
(parte IV)
Por: Scott Noia
(…)
- Sim… toma-me toda… eu sou toda tua, fode-me toda, solta todo o teu esperma dentro de mim…sim…
Cravando as minhas unhas nas suas nádegas, duas enormes bolas de carne, que a cada estocada ficavam rijas como mármore, puxei-o com toda a minha força. Já estava. Podia sentir os seus ossos pélvicos a esborrachar-me os lábios completamente abertos para engolir todo aquele mastro. Sentia-o tão dentro de mim que certamente pressionava a entrada do meu útero. Estávamos completamente alagados em suor, o dele, misturava-se com o meu encharcando-me o negligé. Precisando de me ver toda, de sentir a sua pele na minha, abriu-mo com um só rasgão. Agora sim. Sem nada entre nós, sentia-me toda dele. Sentia-o por todo o meu corpo!
Quando eu pensava que ele já não poderia entrar mais em mim, levantou-me as penas, colocando-as sobre os seus ombros. E foi assim que ele ficou por mais sei lá quanto tempo, ora lentamente, deixando-me sentir todo o seu comprimento, agora entrando e saindo quase todo, deixando só a cabeça dentro de mim e voltando e enterrar-se todo, ora aumentando o ritmo até passar a foder-me alucinadamente. Em boa verdade, tenho poucas certezas de não ter desmaiado durante aquela foda.
Então, começou a abrandar. Totalmente enterrado dentro de mim, mexendo-se quase imperceptivelmente, até que se imobilizou por completo. Com aquele esgar tão característico de quem está a ter um majestoso orgasmo, disse-me ao ouvido “ Toma! Toma-me todo!”. Veio-se. Explodiu dentro de mim, de cada vez que se contraía dentro de mim, sentia mais uma vaga de esperma quente e espesso a derramar-se bem dentro do meu ventre perfeitamente preenchido por toda aquela imensa peça de carne. Tudo o que ele despejou dentro de mim, cá ficou. Só sairia quando ele saísse de mim. E eu não o permitiria tão depressa. Puxei-o ainda mais para cima de mim. Deixou-se ficar assim até ter recuperado a respiração. Eu pensava que ele entretanto amolecesse e que saísse. Puro engano, mal perdeu um pouco a rigidez, voltei a senti-lo pulsar, e dentro de pouco tempo voltava a penetrar-me, agora mais lentamente, saboreando cada milímetro da minha distendida vagina. Já o dia começava a clarear quando finalmente adormecemos.
Escusado será dizer que nos dias que o congresso durou, por poucas vezes saímos do quarto.
Quando voltei para casa, no final dessa semana, sentia-me outra mulher. E era. O meu marido notou algo de diferente, e perguntou-me o que se passava. Colocando-lhe o indicador nos lábios fiz-lhe sinal para nada dizer.
- Nada de perguntas, lembras-te?
E nada mais me disse. Nunca mais entre nós se tocou no assunto da minha viagem a Lisboa.
Nem mesmo quando, umas três semanas depois, e como resultado dum teste de gravidez, lhe dei de presente uma chupeta. Ficou radiante, era o futuro papá mais babado do mundo. Nada o poderia fazer mais feliz.
Nada excepto uns meses mais tarde, ao lhe ter oferecido uma outra chupeta, ao que ele fazendo uma cara de surpresa disse que eu já lhe tinha dado uma. Respondi que seria uma para cada bebé, uma azul e outra cor-de-rosa. Estava grávida de gémeos. Um casalinho.
Nem sequer até hoje, que os gémeos já gatinham, nunca falámos sobre aquela viagem. Eu tinha realizado o sonho do meu marido. Tinha realizado o meu também.
Ah! E acerca do que o meu marido tão insistentemente me pedia, antes daquela bendita viagem era que, sendo ele estéril devido a uma doença infantil, eu podia seduzir um homem que me engravidasse. Nenhum de nós confiava nos bancos de esperma, e desde que, o que quer que acontecesse ficasse bem enterrado nas brumas do esquecimento, o trato era mesmo “nada de perguntas!”.
Nunca mais voltei a ver o Pedro. Mentiria se dissesse que, de tempos a tempos não sinto algo a mexer comigo quando penso nessa semana que passamos juntos.
Quando olho para os miúdos, o que vejo, são os filhos do meu marido e não do Pedro. Quanto à vontade de voltar a ser dele, não é coisa que eu planeie que venha a acontecer!
Pelo menos até os miúdos terem uns quatro anitos, altura ideal para eles terem mais um mano… ou dois.

3 comentários:

Anónimo disse...

ele tem mais contos? se sim, onde?

Water disse...

tem. no primeiro post esta lá o link para o blog dele :)

Leonor disse...

Fantasticamente bem escrita, com pormenores descritos de uma forma fenomenal... uma história que nos deixa a pensar...
A vida é feita de encontros e desencontros... e há desencontros que se transformam em verdadeiros encontros e mudam para sempre uma vida a dois, neste caso para o bem...
O destino e o seu mistério...