terça-feira, 22 de maio de 2012

Não pensem...


... que ela está a ler... (têm uma foto minha no livro)

1 comentário:

SenhoraLúcifer disse...

{...} Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei! Eu vivia no ar...Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada. Ás vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo, em êxtase puríssimo. Não era mais uma menina com um livro: era uma mulher com seu amante.

Clarice Lispector - Felicidade Clandestina