quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Poema da Minha Avó

Havia antigamente
Muita gente a mendigar
Eram sempre os mais velhinhos
Que não podiam trabalhar

Sempre rotos, mal vestidos
Encostados ao bordão
Pedindo de porta em porta
Um bocadinho de pão

Rezavam pelas alminhas
A pedir esmolinha
E o pobre, o menos pobre
Dava sempre qualquer coisinha

Batiam com alguma força
Em qualquer porta ou portão
Fazendo chorar o menino
Fazendo ladrar o cão

Pobres, tão pobrezinhos
Rosto cansado, olhar vazio
Calcorreando caminhos
De pés doridos, roxos de frio

Um Pai Nosso ou Avé Maria
Por um bocadinho de pão
Eles rezavam todo o dia
Até à exaustão

Cobertos de farrapos
E grande canseira
Pobres velhinhos!
Sem eira nem beira

Percorrendo caminhos
De aldeia em aldeia
Sem horas para jantar
Nem horas para a ceia

Quando chegava a fome
Puxavam da sacola
Tiravam o pão
Que lhe deram de esmola,
Sem saber por quem,
Mas que ao pobrezinho
Lhe sabia tão bem.

Chegada a noite
Cansados demais
Procuravam abrigo
Em palheiros e currais
Agitavam a palha
Faziam a cama
E ali dormiam com os animais

E viviam assim
Os pobres de antigamente
E hoje… será melhor?
Ou apenas diferente?

Leonor vieira


um poema da minha avó com 88 anos que continua a escrever

Jogas...

..comigo?

Adoro...

...Mulheres gravidas... acho-as extremamente sexys, sensuais, lindissimas....

sábado, 7 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Hoje estou melancolico..

(Suspiro)

Andava numanuvem quando vi a mascara...


"Cada vez que ponho uma máscara para esconder minha realidade, fingindo ser o que não sou, fingindo não ser o que sou, faço-o para atrair o outro e logo decubro que só atraio a outros mascarados distanciando-se dos outros devido a um estorvo: a máscara.
Faço-o para evitar que os outros vejam minhas debilidades e logo descubro que, ao não verem minha humanidade, os outros não podem me querer pelo que sou, senão pela máscara.
Faço-o para preservar minhas amizades e logo descubro que, quando perco um amigo, por ter sido autêntico, realmente não era meu amigo, e, sim, da máscara.
Faço-o para evitar ofender alguém e ser diplomático e logo descubro que aquilo que mais ofende às pessoas, das quais quero ser mais íntimo, é a máscara.
Faço-o convencido de que é o melhor que posso fazer para ser amado e logo descubro o triste paradoxo: o que mais desejo obter com minhas máscaras é, precisamente, o que não consigo com elas."

Gilbert Brenson Lazan


Desculpa P, mas não resisti a mais um fantastico texto... Beijos enormes para a minha, sempre minha P.

Auto estrada em frança

... outros não tiveram grande sorte.

Auto estrada em frança

... um dia inteiro numa auto estrada... valeu pelas fotos, só porque estou melancolico.